• Fernanda

Normalizar e menos dramatizar

Actualizado: 15 de ago de 2019

Aprendemos como espécie e principalmente quando éramos criança, que era necessário chamar a atenção para poder alcançar certas coisas, ou como dizem: "quem não chora não mama". Esse ditado popular tem muita razão em várias etapas da vida, mas as vezes não funciona e percebemos que não é inteligente e nem sustentável durante a nossa existência.

Este texto tem como objetivo te trazer uma reflexão sobre as nossas interpretações dramáticas sobre alguns fatos da vida, que se pensamos tranquilamente e com um "olhar" diferente, não se trata de algo tão complexo ou "difícil" como tínhamos etiquetado ao princípio.


Na vida é muito comum que aconteçam coisas que nos suponham um grande desafio e muitas vezes que nos façam duvidar das nossas capacidades, sorte e principalmente de nós mesmos.


Desde a minha experiência pessoal e profissional percebi que esses momentos e pessoas que aparecem na nossa vida, que consideramos "difíceis", são os nossos grandes mestres. Nos dão a oportunidade de encarar os nossos medos, tristezas, inseguranças e até mesmo as feridas do passado que por algum motivo ou outro, ainda seguem abertas.


O que acontece na nossa vida, confirma o que temos dentro e desafia as nossas carências internas.


Exemplos de ocasiões que se não as resolvemos com novas atitudes e um "novo olhar", se repetem durante muito tempo:

  • Quanto mais medo você tenha de algo, mais a vida te dará "provas de fogo" para que você as supere;

  • Se você não consegue dar ou se dar prioridade, aparecerão circunstâncias e/ou pessoas que te lembrarão disso;

  • Colocar limite às demais pessoas ou a você mesmo é muito complicado? Você também viverá muitas oportunidades para praticar e superar a si mesmo;

  • Por incrível que pareça, normalmente as pessoas com as que você tem mais dificuldade de tratar, têm perfis similares e ainda por cima têm mais influência social ou pessoal que você: um chefe, um familiar, o cônjuge...

Quando interpretamos as situações como "complicadas, difíceis ou impossível", automaticamente as etiquetamos como "dramáticas", como um problema "árduo" de superá-lo e que requer um grande esforço e as vezes lágrimas.


Considerar um momento mais ou menos complicado, não quer dizer que você tenha que se "auto enganar" e não dedicar a atenção necessária, o que me refiro é que existe uma grande diferença entre analisar uma situação, considerando-a como "difícil" e outra coisa é fazer da mesma um mundo de complicações, em vez de te proporcionar uma análise completa, te provoca uma paralisia completa, diante dos medos e o que você quer evitar.


Isso é dramatizar, fazer uma tempestade num copo de água e com furacão incluído.

Analisar um momento determinado requer pausa, introspecção e vontade de não querer tropeçar na mesma pedra.


Considerar uma ocasião como um desafio e normalizar a mesma, te ajudará a controlar a emoção negativa que normalmente se adere a esses momentos etiquetados como desfavoráveis.


A normalização é chegar a conclusão que algumas situações como as que consideramos complicadas, estão no nosso caminho para que cresçamos como seres humanos e ponto final, sem julgamento, sem dizer que isso é fruto do azar e blá, blá, blá. Ademais, é aceitar que existem certos casos que é normal que surjam, pois está no ciclo normal da vida ou porque depois de deixar-nos levar pela mesma, sem atuar contra as nossas queixas e problemas, acontece o efeito "bumerangue": tudo que vai e tudo volta.


Se mesmo assim você acha custoso deixar de categorizar as situações como "dramáticas", "complicadas" e "muito difíceis", o que eu te recomendaria é colocar um limite, uma duração determinada nessa "paralisia", ou dito de outra forma, determinar até onde você quer seguir assim com esse pensamento e começar a atuar de uma maneira mais fluída e que de verdade te dê energia para se sentir melhor.


Muitas vezes não podemos escolher entre "sofrer e não sofrer um golpe" da vida, mas viver cada momento em sofrimento é totalmente OPCIONAL.


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