• Fernanda

O começo dos seus problemas

Actualizado: 18 de feb de 2020

Faz um tempo, durante o meu processo de autoconhecimento, a minha terapeuta Águeda Burgos me ensinou muitas coisas que me ajudaram no meu caminho, mas como tudo na vida, alguns ensinamentos se fixam mais que outros e é justamente isso que eu gostaria de compartilhar contigo neste artigo.


Todos os problemas que você tem agora na sua vida, não tem nada a ver com o que está fora de você, como por exemplo as outras pessoas. O que está fora somente é um reflexo de como você está, do seu estado de ânimo, das suas emoções, resumindo, do seu relacionamento consigo.


A minha terapeuta me disse: “Fernanda, não tem nada a ver com o que está fora, tudo está dentro”.


Bem-vindo(a) a esta nova reflexão que te convida a ir mais além no seu autoconhecimento e possivelmente te ajudará a descobrir que tudo o que você estava procurando, sempre esteve e está à sua disposição.


Muitas pessoas me procuram para ajudar-lhes a refletir sobre os problemas que têm ou para solucionar certas situações que lhes incomodam e que lhes causam algum caos emocional.

O que há de comum em todas essas situações é que, não temos o costume ou a vontade de nos perguntar qual é a nossa parte de responsabilidade. Geralmente jogamos a culpa em outras pessoas ou na situação em si.


Antes de seguir, seria muito interessante que você entendesse o sentido que estou dando a palavra “responsabilidade” neste artigo. Não a interprete como uma obrigação ou um peso e sim no sentido mais “saudável psicologicamente” da palavra, como a consequência dos atos e a liberdade de escolha consciente entre as opções disponíveis.


Refletir sobre essa responsabilidade, te facilitará o bloqueio dos comportamentos repetitivos que te provocam problemas. Você se dará conta de que boa parte dos seus comportamentos são acionados pelo EGO. Você somente está reagindo ao que o EGO está determinando em cada momento.


A seguir, te darei dois exemplos clássicos das minhas sessões, que possivelmente te ajudarão a entender um pouco mais sobre o ponto de partida de todos os problemas.


O primeiro exemplo é de uma situação em um trânsito. Imagine que você está no seu carro ou no transporte público e que de repente tudo para, começa um trânsito pesado e o fato de que tudo esteja parado, provoca diferentes emoções ao seu redor. Você olha para todos os lados e vê comportamentos diferentes. Uma pessoa muito nervosa com o trânsito, outra cantando e desfrutando da sua música, outra discutindo com o seu(sua) companheiro(a) e outra rindo de uma lembrança que lhe veio à mente. A situação é a mesma para todos, mas cada pessoa interage de uma maneira diferente, umas mais tensas, outras que nem percebem o que está acontecendo e outras mais sossegadas. Qual é a sua conclusão desse exemplo? Se o trânsito fosse o causante real dos problemas e do mal estar de cada pessoa, todas sentiriam o mesmo, não é verdade? O que provoca diferentes reações?


Como você está, determina a sua maneira de interagir com a vida.

O segundo e último exemplo, se refere ao momento de quando uma pessoa está apaixonada. Tudo muda de ritmo, cor, sensação, pensamentos e poucas coisas externas são capazes de romper este estado de ânimo tão alto e agradável. Uma pessoa imersa neste momento, as coisas que lhe causam raiva, não tem o mesmo efeito, não são tão duras e nem tão destrutivas.


O seu estado interno condiciona totalmente a sua maneira de viver, de como fluir pela vida ou de como se bloquear nela.

É totalmente opcional o seu sofrimento em situações dolorosas que se mantém no tempo. A chave para se libertar do "piloto automático" é se auto conhecer, conhecer o seu "painel de controle emocional".

Isto é como no filme infantil “Inside Out” da Pixar (em português o título é “Divertida Mente”). Se conhecer te dará acesso ilimitado ao seu "painel de controle". Mas atenção, isso não evitará que você não passe por situações desagradáveis ou de sentir medo e se bloquear. Se conhecer te dará ferramentas para não se “afogar” nas suas próprias emoções e descobrir em cada momento o que te faz conectar com os problemas e o que você precisa para seguir a diante.


Mesmo que você acredite que os seus problemas são causados pela sua família, pelo seu passado, pela falta de alguma coisa, pelo trabalho, pela doença, pela lesão, pelo azar, etc; Não é verdade. Essa é a auto justificativa do seu EGO. No final das contas, se trata de como você está diante do que te incomoda. O que está fora são personagens secundários desse filme que é a sua vida. Seria interessante que você investigasse, o que você fez ou que deixou de fazer para estar onde você está agora e o que você pode fazer para viver melhor. Não se trata de se culpar e nem de se maltratar. O objetivo não é ir ao passado para reviver a dor e nem desenhar um futuro maravilhoso. O objetivo é de fechar as “feridas emocionais” que se ativam automaticamente, que te impedem de ter um presente em paz e de tomar as rédeas da sua própria vida.


Para facilitar o seu processo de investigação pessoal, deixo a seguir algumas perguntas que poderiam te ajudar a tomar mais consciência de quem você é:


- O que estou exigindo do mundo que não sou capaz de dar a mim mesma(o)?

- O que deixei de fazer no meu passado que me trouxe aonde estou agora? - Quais são os limites que coloquei a mim mesma(o)?

- Quais são os benefícios próprios que tenho me mantendo na situação que me incomoda?

- Qual é a lembrança que me traz do passado relacionado com a situação me incomoda?

- O que estou disposta(o) a renunciar para alcançar o que eu quero?

- Quais são as emoções que sinto quando estou na situação que me incomoda?

- Como administro essas emoções? Como me desabafo?

- Como eu gostaria de me sentir em relação à situação que me incomoda?

- O que eu gostaria de fazer para alcançar o que eu quero? Por onde e quando vou começar?


Lembre-se, os problemas que a vida te traz são os seus grandes mestres para que você possa se conhecer um pouco mais.


“A vida te proporcionará a experiência que seja mais útil para a evolução da sua consciência” Eckhart Tolle.

Se você gostou dessa reflexão, compartilhe com os seus amigos em qualquer rede social e também me envie o seu feedback (clique aqui), vou adorar saber como você se sentiu.


E se você sente que é um bom momento para você investigar um pouco mais sobre esse tema ou outros, entre em contato comigo (clique aqui) para saber mais detalhes de como posso te ajudar.

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